quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

“Eu não amo minha noiva, eu me acostumei com ela... É diferente de amor”.



Essa foi à frase que ouvi de um amigão meu há alguns meses atrás, e por estar com saudades de escrever, quero me basear nesse comentário...

“Juliano, eu não amo minha noiva, simplesmente me acostumei com ela, e isso é diferente de amor... E quer saber, não acredito no amor, as pessoas se acostumam umas com as outras”.

Cada um com suas opiniões, cada um com suas crenças, cada um com seus propósitos, não quero defender minha opinião, dizendo que amor existe sim, e que com essa frase sua (vamos chamá-lo de Brenan, nome fictício, pois ele também está recebendo esse e-mail), você está completamente equivocado...

Porém, direi minha opinião... Eu discordo dessa frase. É óbvio que não tem meu consentimento, e escrevo isso com propriedade, pois amo muito a minha namorada, e isso é um fato, não me acostumei com ela, e nem irei me acostumar, continuarei amando, amando e até que a morte nos separe, ou talvez nem a morte...

Mas, já escrevi tanto sobre amor, mas confesso, que a frase de Brenan, despertou muito a minha atenção...

Costume... Como acostumamos fácil com as coisas é ou não é?
Claro, existem situações que acostumamos com mais facilidade e outras nem tanto.

Com o clima, por exemplo, aqui em Curitiba... Nosso corpo não se acostuma, pois tem dias que no mesmo dia, Curitiba consegue passar pelas 4 estações climáticas, quão confuso é a temperatura de Curitiba.

Uma das coisas que nosso corpo não se acostuma, é com o clima de Curitiba...

Sexta-feira agitei o povo da célula, família Uba, e fomos na praça do Guabi, fomos nos divertir um pouco...

Porém, o resultado foi outro... De repente, dois tiros... Um rapaz morreu do nosso lado, com um tiro na cabeça, (acho que nunca vou esquecer aquela cena), não morreu na hora o rapaz de apenas 23 anos, mas estava agonizando... Até acreditamos que ele iria ficar bem, nos unimos, fizemos uma roda de oração pela vida do rapaz, pedimos a Deus misericórdia, mas infelizmente, no outro dia, liguei pra família e tive a notícia de que ás 04 horas da manhã, o rapaz tinha falecido...

E pra sociedade, o que significa isso? Costume... Acostumamos com a morte, com os problemas que nos cercam, nos acostumamos a ler a tribuna todos os dias, e perceber como a cidade está violenta...

Acostumamos com as tragédias... Pra sociedade, e muitas das vezes pra nós é apenas mais um morto.

Ás vezes é difícil acostumarmos com certas situações difíceis, e com certeza é muito mais fácil acostumarmos com as coisas boas da vida.

Houve uma época da minha vida que com a “desculpa” da correria, deixei de ler a Bíblia... E quando percebi, em 4 meses, tinha lido muito pouco a Bíblia... Tinha me acostumado, com um versículo por dia...

Criei um hábito, de pelo menos investir 5 minutos em oração em gratidão, sem pedir nada a Deus, e certo dia, acordei atrasado e não fiz, quando percebi... Tinha me acostumado, a não passar mais esse tempo com o Pai e já não orava mais ao me levantar.

Acostumamos a não orar;
Acostumamos a não ler a Bíblia;
Acostumamos a não ir à igreja;
Ou pior, acostumamos a ir à igreja por costume e não por transformação de vida;

Quantos relacionamentos, namoros, noivados, e até casamentos, hoje em dia, já não se amam mais... Acostumaram-se.

Acostumamos a cantar pra Deus músicas verdadeiras, mas que não são verdades em nossa vida, até acreditamos... Mas não as vivemos.

Neuza Itioka, nesse último seminário, estava lendo um texto de Isaías, antes de começar a pregar, e quando ela falava um versículo, a igreja toda repetia... E olha a frase dela: “Não quero que vocês repitam o que eu estou falando, quero que vocês coloquem os corações de vocês nessas palavras”.

Acostumamos a bater palmas na hora do louvor, só porque a igreja toda está batendo palmas;

Acostumamos a gritar, achando que assim chamamos a atenção de Deus, só porque o irmão que está do nosso lado está gritando;

Acostumamos a querer sentir, a mesma “unção”, “poder”, “fogo”, que os que estão na nossa volta estão sentindo, e se não sentir essas coisas “transcendentais”, estamos em pecado, ou nos enquadramos na classe dos crentes de quinta categoria, do qual não está no mesmo “nível” espiritual que muitos dizem ter com Deus. Se continuar assim, em breve, muito em breve, teremos espirotômetro evangeliquês, dentro das igrejas...

Como líder então? Acostumamos a pregar, a ministrar, a aconselhar, a orar...

Não buscamos coisas novas, não buscamos aperfeiçoar nosso conhecimento, não buscamos mudar o rumo da ministração, não buscamos começar a aconselhar com o coração, (DIGA NÃO AOS CHAVÕES GOSPEL, AOS JARGÃOS EVANGÉLICOS), tais como: “Espera no Senhor”, ou “É retaliação do diabo”, ou tem aqueles, “Sua fé está sendo provada”, e isso virou um costume nos aconselhamentos...

Eu nunca vou abrir mão da minha humanidade, pois sirvo um Deus que já foi humano...

Acostumamos a falar que Deus está em 1º lugar, que Deus é o centro de nossas vidas, mas na prática está em último lugar;

Acostumamos a roubar nos dízimos, nas ofertas, no tempo, nas palavras, e para tudo isso, nos acostumamos a dar uma boa “desculpa”. (Ai Jeová);

Acostumamos a guardar mágoas e ressentimentos no coração, acostumamos a sermos juízes de causas espirituais, acostumamos a dar desculpas para uma vida medíocre com Deus. Acostumamos.

Qual o segredo para não nos acostumarmos? Continuar amando, sim... Continuar amando, amando, e amando...

“Amar a Deus acima de tudo e o teu próximo como a ti mesmo”.

O que acontecerá conosco quando de fato vivermos isso?

Com certeza nossa vida será diferente, e conseqüentemente, iremos acostumar a fazer a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável, isso disse uma vez, um certo apóstolo, Paulo de Tarso, já ouviu falar?

Amando a Deus acima de tudo e nosso próximo como a nós mesmos, iremos tirar a máscara da religião, falsidade cristã, e com certeza iremos navegar na verdadeira água do Cristianismo, “Eu navegarei, no oceano do Espírito”, se medo de nos “despirmos” diante do Pai.

Não se acostume a acostumar... Pois Deus não é um Deus de costume, é um Deus de coisas novas, pois... As MISERICÓRDIAS, do Senhor, se RENOVAM a cada manhã.

By.
Atalaia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Inspiiira Deus!!!!

Anônimo disse...

Amo muito tudo isso